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Happiness at Work: Between Business Strategy and the Legal Duty to Prevent Burnout

  Happiness at Work: Between Business Strategy and the Legal Duty to Prevent Burnout By Joana Capaz Coelho For many workers, summer represents a period of pause, physical and emotional recovery, and reconnection with their personal lives. Holidays make it possible to interrupt, albeit temporarily, the intense pace of everyday professional life, reduce stress levels, and restore energy. However, now that September marks the full resumption of professional activity, it is important to ask whether organisations are genuinely prepared to preserve this balance or whether, on the contrary, they reproduce work models that quickly lead to overload, exhaustion, and burnout. It is precisely in this context of returning to work that the reflection on happiness at work acquires particular relevance. More than a concept associated with individual well-being, happiness at work has now become a strategic factor for organisations and a dimension that is gaining increasing relevance from a legal pe...
Mensagens recentes

Felicidade no trabalho: entre a estratégia empresarial e o dever jurídico de prevenção do burnout

  Felicidade no trabalho: entre a estratégia empresarial e o dever jurídico de prevenção do burnout Por: Joana Capaz Coelho O verão representa, para muitos trabalhadores, um período de pausa, recuperação física e emocional e reconexão com a vida pessoal. As férias permitem interromper, ainda que temporariamente, o ritmo intenso do quotidiano profissional, reduzir os níveis de stress e recuperar energias. Contudo, agora que setembro marca a retoma plena do ritmo da atividade profissional, importa questionar se as organizações estão verdadeiramente preparadas para preservar esse equilíbrio ou se, pelo contrário, reproduzem modelos de trabalho que rapidamente conduzem à sobrecarga, ao desgaste e ao burnout. É precisamente neste contexto de retoma da atividade que ganha particular atualidade a reflexão sobre a felicidade no trabalho. Mais do que um conceito associado ao bem-estar individual, trata-se hoje de um fator estratégico para as organizações e de uma dimensão que encontra...

Cacauzinha: mais do que um animal, parte da Família — porque Portugal precisa reforçar os direitos e a proteção dos nossos companheiros de quatro patas

  Cacauzinha: mais do que um animal, parte da Família — porque Portugal precisa reforçar os direitos e a proteção dos nossos companheiros de quatro patas                                                                                                                                                         Por: Joana Capaz Coelho No ano passado, despedimo-nos da Cacau, a nossa cadelinha e companheira de tantos anos. A nossa Cacau era pequenina, quentinha e cheia de vida — adorava dar beijinhos, festinhas e enroscar-se no colo de quem estivesse por perto. Temos muitas saudades dela e só podemos agradecer pelos...

When Law Ceases to Be a Limit: Animal Farm and Orwell’s Warning to the Rule of Law

  When Law Ceases to Be a Limit: Animal Farm and Orwell’s Warning to the Rule of Law by: Joana Capaz Coelho Published in 1945, Animal Farm, by George Orwell, is often read as a satire of the Russian Revolution, but its true strength lies in the fact that it transcends that historical framework and asserts itself as a timeless reflection on power, its corruption, and the fragility of the legal structures that are meant to restrain it. The narrative begins with a diagnosis of structural injustice: “ our lives are miserable, laborious, and short ”, declares Old Major, denouncing an order in which “ the produce of our labour is stolen by human beings ”.  The revolt that follows is not presented as “ a mere impulse ” of ideology, but as a reaction to a situation of exploitation and inequality, grounded in an ideal that appears unassailable: “All animals are equal ”. This proclamation functions as the normative foundation of the new community, a kind of “constitutional princ...

Quando a Lei deixa de ser limite: O Triunfo dos Porcos e o aviso de Orwell ao Estado de Direito

  Quando a Lei deixa de ser limite: O Triunfo dos Porcos e o aviso de Orwell ao Estado de Direito por: Joana Capaz Coelho   Publicado em 1945, o Triunfo dos Porcos , de George Orwell, é frequentemente lido como uma sátira à Revolução Russa, mas a sua verdadeira força reside no facto de ultrapassar esse enquadramento histórico e se afirmar como uma reflexão intemporal sobre o poder, a sua corrupção e a fragilidade das estruturas jurídicas que o deveriam limitar. A narrativa começa com um diagnóstico de injustiça estrutural: “ as nossas vidas são miseráveis, árduas e curtas ”, declara o Velho Major, denunciando uma ordem em que “ o produto do nosso trabalho é roubado por seres humanos ”. A revolta que daí nasce não é apresentada como “um mero impulso” ideológico, mas como reação a uma situação de exploração e desigualdade, sustentada por um ideal que parece inatacável: “ Todos os animais são iguais ”. Esta proclamação funciona como fundamento normativo da nova comunidade...

REGULAMENTO DO PRÉMIO “MARIA JOÃO SEABRA”

  REGULAMENTO DO PRÉMIO “MARIA JOÃO SEABRA”       Preâmbulo Maria João Seabra foi uma figura notável, nascida a 19 de junho de 1963 e falecida a 26 de maio de 2021, cujo impacto transcendeu gerações. Mãe dedicada de três filhos - Joana, Filipa e Martim - deixou um legado de amor, compromisso e realizações. Em honra à memória e à influência inspiradora de Maria João Seabra , o blog 19thjune foi criado em 19 de junho de 2022, com o propósito singular de celebrar e perpetuar os seus valores, ideais e conquistas. O Prémio Maria João Seabra é uma iniciativa anual, a ser concedida em 19 de junho, destinada a reconhecer indivíduos que, tal como Maria João Seabra , demonstrem excelência, dedicação e impacto significativo nas suas áreas de atuação, contribuindo assim para um mundo melhor. Este prémio não apenas reconhece a herança deixada por Maria João Seabra , mas também busca incentivar e destacar aqueles que, com empenho e compromisso, seguem o exempl...

Yves Saint Laurent’s Women’s Tuxedo and Women’s Rights: Is the Way We Dress a Human Rights Issue?

  Yves Saint Laurent’s Women’s Tuxedo and Women’s Rights: Is the Way We Dress a Human Rights Issue? By Joana Capaz Coelho In 1966, the French designer Yves Saint Laurent presented the women’s tuxedo for the first time: a set consisting of a sheer blouse and masculine-cut trousers. At the time, the gesture was bold and deeply symbolic! More than an aesthetic proposal, the women’s tuxedo represented a cultural and social shift — a clear sign that women no longer had to follow the codes imposed on them, including those related to the way they dressed. Until then, wearing trousers was, for many women, a reason for censorship, discrimination, and even prohibition from entering certain spaces, such as restaurants and hotels that restricted entry to women dressed “outside the standard”. As Emma Baxter-Wright explains: “Designed to make women feel powerful, Saint Laurent provided a modern alternative to a traditional evening gown when he first presented his black tuxedo jacket know...